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Mostrando postagens de maio, 2012

CPMI

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Ouvindo o seu Demóstenes Torres depondo hoje no Conselho de Ética do Senado, lembrei desta charge: publicada em 21 de novembro de 1993, no jornal "Pioneiro" de Caxias do Sul

Despedidas

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 SamPaulo homenageava com charges os que morriam. Aqui algumas delas, com a data da sua publicação no jornal Zero Hora: 25/3/1986 Maurício Sirotsky Sobrinho 11/1/1987 Alcides Gonçalves  (sendo recebido por seu parceiro Lupicínio Rodrigues) 8/3/90 Luiz Carlos Prestes 8/5/1990 Elizeth Cardoso 23/11/1993 Grande Otelo 2/5/1994 Airton Senna  20/4/1994 Dener   6/5/1994 Mario Quintana 24/6/1995 Aparício Silva Rillo 23/1/1097 Enio Andrade   E também foi homenageado no dia seguinte à sua morte: no Jornal do Comércio na Zero Hora

SamPaulo também fez versos

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Publicado quando completou 50 anos,  em 3 de maio de 1981 (Zero Hora/ POA) Campo de Cupins Fiz da minha vida um campo minado de pequenos cupins, com seus montinhos... E escondi em cada um destes morrinhos as lembranças dos amores do passado. Um dia censuraram-me os vizinhos: -"Que campo horrível! Todo encaroçado! Aplaina tudo ai!...Passa um arado e deixa-o como os nossos, bem lisinhos." Assim fiz! Usei dragas e tratores! Raspei do chão os restos dos amores e nele plantei relvas e jardins! E hoje, às tardes, quando o sol declina e eu mateio só, ninguém imagina a falta que me fazem os cupins... Publicado em "Seleta de versos" com os poemas   vencedores de concurso promovido pela  Associação de Autores São-Luizenses em 1992. Foto de André Bonacin

Rio Grande do Sul: a agricultura e as variações climáticas

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Mais tres charges de futebol!

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Charge publicada no jornal Zero Hora de Porto Alegre, quando o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ganhou seu primeiro campeonato nacional, em 1981.  O Sport Club Internacional já tinha ganho três campeonatos nacionais: em 1975, 1976 e em 1979. As duas charges abaixo foram também publicadas na Zero Hora, em 1986.  Nesta época, tanto Sócrates como Maradona enfrentavam sérios problemas com drogas.  Socrates com álcool, droga lícita que, infelizmente, o levou à morte. E Maradona com cocaína, cujo consumo abandonou em 2004.

Legalidade

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A Legalidade foi um movimento de resistência que ocorreu durante 14 dias no Rio Grande do Sul, em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Liderado por Leonel Brizola (então Governador do Estado) e massivamente apoiado pela sociedade, defendia a posse do Vice-Presidente da República,  João Goulart . Os militares e alguns setores políticos queriam o rompimento da ordem jurídica com o impedimento da posse de Jango e com a convocação de novas eleições. Para colaborar com a arrecadação de fundos, SamPaulo fez algumas charges que foram impressas e vendidas. Aqui duas delas:  Getulio Vargas suicidou-se em um dia 24 de agosto, 7 anos antes. O "corvo" era Carlos Lacerda, que ganhou este apelido do jornalista Samuel Wainer. Em 1991, nos 30 anos da Legalidade SamPaulo publicou esta charge no jornal ZH: A foto é do Palácio Piratini, sede do Governo do Estado/ RS - mais informações sobre a Legalidade em  http://www.legalidade.rs.gov.br/

Charges muuuuuuuuuuuuuito atuais!

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Publicada no Jornal "A HORA", de Porto Alegre, nos anos 50: As charges que seguem foram publicadas no jornal "ZERO HORA", de Porto Alegre: em 5 de abril de 1988  em 26 de agosto de 1982 em 5 de abril de 1994

Sim, é verdade, uma charge pode mudar uma eleição!

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Este é um trecho do texto da Wikipédia para o verbete "Euclides Triches": Em 1955, Triches concorreu à prefeitura de Porto Alegre, sendo derrotado por Leonel Brizola, do PTB. Na ocasião, teve forte repercussão uma charge do cartunista Sampaulo, onde se via Walter Peracchi Barcelos apresentando Porto Alegre para o candidato Triches, que se mudara para a capital fazia poucos meses. Publicada no Diário de Notícias, foi reproduzida pelo Clarin, jornal do PTB, e hoje é apontada como um dos fatores da derrota de Triches.

SamPaulo compositor?

Sim, compôs em parceria com o violonista Darcy Alves: "Amor à toa": https://youtu.be/Uyq4qtd3aL8?si=rVgVp_MxH6Sgq_mj Nosso amor tá muito à-toa Nosso amor vai sê um fracasso Quando eu gosto da garoa Ela gosta do mormaço É como barco sem vela Domingo em praia sem sol Como cinema sem tela Pescaria sem anzol Fique ela com a novela Que eu vou prô futebol

As empadas do SamPaulo

Agora um "causo" publicado em 28 de agosto de 2007 pelo jornalista Fernando Albrecht, seu amigo, no site  http://www.fernandoalbrecht.com.br/   O falecido chargista Sampaulo freqüentava, entre outros tantos bares e butecos, um bar na rua Fernando Machado. Era pequeno, cheio de jornalistas e histórias. A empada era muito boa, mas pequena, diminuta como caráter de mafioso. Ocorre que o proprietário do estabelecimento era mão-de-vaca e estendia este conceito para as comidas e bebidas da casa. Mais ainda, fazia questão de dizer com orgulho que suas empadas, muito raramente, tinham azeitonas. Sampaulo chegou, sentou-se na mesa do Juvenal, pediu a sua eterna cuba-libre e quatro empadas. Na primeira dentada, descobriu uma azeitona e fez ar de júbilo como se tivesse se achado uma pepita de ouro. - Sorte tua - resmungou o Juvenal. As ordens na cozinha são de uma a cada 10 ou 12 empadas. O chargista então começou a comer a segunda empada. Outra azeitona. - Sorte, de novo. Na terceira...

Respeito aos animais

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Há muito tempo SamPaulo já estava nesta onda, rsrsrsrs... Charge publicada no livro "Humor Verde"/ coletânea de cartoons ecológicos  Editora Tchê!, 1990

Sofrenildo

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Eis o mais famosos personagem criado por SamPaulo! Originalmente, as "tiras" eram publicadas no Correio do Povo, depois no jornal Zero Hora, ambos de Porto Alegre/RS.

Charge premonitória?

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SamPaulo era fanático torcedor do Sport Club Internacional de Porto Alegre! Infelizmente, faleceu em 1999 e não pode ver a maior das vitórias do seu time do coração: a Copa do Mundo de Clubes FIFA de 2006.  Mas, olhem só a charge que ele publicou no jornal Zero Hora nos anos 90! E vocês lembram da chamada veiculado pela RBSTV em 2006?  Dizem que nada se cria, tudo se copia, rsrs Vejam aqui: https://youtu.be/9yio5e8TNoE?si=By4sTlL2Z9IOXhQp

Sampaulo, dez anos depois

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O texto abaixo foi escrito pelo jornalista Jayme Copstein em 7 de setembro de 2009 e publicado no site Coletiva.net: SamPaulo está morto há exatos dez anos. Com ele convivi e fomos amigos durante 43 anos. Encontramo–nos pela primeira vez em 1956, na redação do jornal a Hora (assim mesmo, com o “a” minúsculo), onde ele desempenhava o duplo papel de chargista e diagramador. Na imprensa daquela época, pelo menos no Rio Grande do Sul, considerava–se o humor atividade diletante. As empresas não admitiam pagar só “por aquilo”. Não tinham consciência do conteúdo social e político das piadas e dos desenhos e o quanto atraíam os leitores. Tinha sido assim com o Zeca Sampaio, irmão do Sampa, que arrancou gargalhadas com o homenzinho mijão da Revista do Globo, mas preferiu ser funcionário da Justiça Eleitoral, para garantir o pão de cada dia; com o Saul Silva, o Mr. Ioso,   trabalhar com ele, para confeccionar títulos, cartolas e legendas. Como estávamos na idade de reformar o mun...

Colorado!

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SamPaulo era um torcedor tão fanático do Sport Club Internacional que dizia que queria ser sepultado no cemitério João XXII, em Porto Alegre, de onde se vê o estádio do Grêmio Futebol Porto Alegrense. E porque? Só para poder secar o histórico adversário... Zero Hora, 26 de agosto de 1997 Folha da Tarde, 28 de agosto de 1972 Homenagem a Falcão, então jogador do Inter
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Escrito por Luiz Fernando Veríssimo, em novembro de 1998 Tem gente que a gente bota num pedestal e, mesmo sem querer, trata como um monumento. Não sei se o SamPaulo notou que, na primeira vez em que falei com ele, eu estava falando com uma estátua. Eu era seu admirador – eu e toda a torcida do Grêmio e do Internacional juntas – mas não me lembro se disse isto ou se não disse nada, e só fiquei ali curtindo aquele fato, o SamPaulo, o SamPaulo da “Folha”, na minha frente, em carne e osso. Ou em bronze. Mas o que eu queria dizer é que o próprio SamPaulo nunca se pôs num pedestal, embora tivesse todo o direito de andar com um embaixo do braço. Ele era uma das personalidades da cidade, um dos grandes jornalistas de uma época de jornalistas inesquecíveis. E, no entanto, lembro dele lá em casa cercado de guris cartunistas, numa das tantas vezes em que nos reunimos para bolar coisas que nunca aconteceram (ou aconteceram pouco) e nenhum dos guris estava sentado aos seus pés, nem metaforic...