Delfim Netto e seus pacotes econômicos
Morreu Delfim Netto, o economista da ditadura que não deixa saudade para a maioria dos brasileiros que ficaram esperando a divisão do bolo que ele prometeu. Trecho de matéria publicada ontem no UOL: "Delfim é o autor da célebre frase de que é preciso "fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo", defendendo que primeiro era necessário impulsionar o PIB para depois dividir a riqueza entre a população. Esta última etapa não aconteceu." "Delfim ficou marcado também por ter sido um dos signatários do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), de dezembro de 1968, que endureceu o regime militar e permitiu a perseguição a rivais políticos do governo... a suspensão dos direitos políticos de qualquer cidadão, a intervenção nos governos estaduais e municipais e cassar mandatos eletivos. Este período ficou conhecido como o mais sangrento da Ditadura Militar no Brasil. Como ministro da Fazenda, foi o nome do "milagre econômico", em que a facilidade de empréstimos impulsion...